Por intermédio da Presidência do Conselho Nacional, a ABPpvem esclarecer alguns fatos que estão circulando nas mídias sociais. Com a diversificação dos cursos de Psicopedagogia, temos observado pessoas, inclusive com formação na área, tentando denegrir a imagem de nossa entidade. Acreditamos que tais fatos ocorram em busca da frívola e corriqueira publicidade permitidas na web, todavia dentro da razoabilidade intelectual, não vamos tolerar ataques à instituição, e, via de nossa assessoria jurídica, tomaremos providências, se necessário for.
É fato notório que a ABPp com sua história ao longo de três décadas, se consolidou como entidade de ação coletiva que representa os psicopedagogos no Brasil, sempre prestou serviços dignos em prol do desenvolvimento da psicopedagogia, atuando com dignidade, ética, comprometimento e respeito, porém atualmente, enfrenta estas adversidades classistas que tentam inoportunamente tumultuar a luta pela regulamentação do exercício da atividade em psicopedagogia.
A ABPp não coaduna com a comercialização de produtos na internet, sem qualquer especificação/certificação de órgãos competentes, visando à qualquer custo, lucro em benefício próprio. A ABPp somente reconhece a publicação de matérias escritas, em redes sociais ou periódicos, de pessoas e/ou instituições que sejam éticas, sérias, profissionalmente competentes e que estejam associadas à estudos e pesquisas acadêmicas.
A ABPp não concorda, sequer compactua, com matérias publicadas nas mídias sociais sobre a regulamentação e assuntos correlatos, tornando-se mera especulação e revoltante oportunismo, consequência de interesses escusos, tentando dispersar o engajamento que a ABPp trata no estrito campo da legalidade, com tanta garra, dedicação e compromisso há 34 anos.
É importante esclarecer que é parte do trabalho da ABPp, desde a instauração do PL de regulamentação do exercício da atividade de psicopedagogia iniciado em 1997, acompanhar e impulsionar cada avanço e discussão, fazer a articulação necessária junto aos parlamentares, pois cada etapa do projeto prevê incontáveis ações organizadas.
Afirma-se ainda, que a ABPp jamais se portou de maneira a prejudicar os interesses dos psicopedagogos, pois nosso Estatuto Social determina que esta associação seja representada por um Conselho Nacional Eleito, pelo Conselho Vitalício, por suas Presidentes de Seções e Coordenadoras de Núcleos, eleitas em seus estados e pela Diretoria Executiva Nacional. Isto comprova que nossas ações são coletivas e organizadas, não sendo útil nem adequado que interesses individuais almejem se sobrepor ao comunitário.
Portanto, reitera-se que a ABPp representa os interesses coletivos do psicopedagogo, em um grupo que pensa na psicopedagogia e nos psicopedagogos como um todo. Não reconhecemos tão pouco somos favoráveis a ações individuais, ao contrário disto, valorizamos e reconhecemos ações coletivas pautadas pela ética e pelos princípios da moralidade que representem os objetivos e interesses da psicopedagogia e do psicopedagogo.
A ABPp discorda de ações precipitadas que têm circulado atualmente nas mídias sociais, da propositura do sindicalismo, pois acreditamos ser uma medida inócua que nada vem a contribuir com o desenvolvimento da Psicopedagogia. Não somos contrários a criação de um hipotético sindicato, mas por ora discordamos frontalmente, para além dos motivos já expostos poderá porventura desvirtuar o foco da aprovação do PL que tramita no Senado Federal.
Dessa maneira, qualquer matéria que for lida nas mídias sociais, sobre a sindicalização de psicopedagogos, é de exclusiva responsabilidade de seus autores e nos causa indignação. Qualquer texto que for divulgado e eventualmente denigra a imagem da ABPp, da diretoria e de seus associados, serão repelidos e impugnados com as medidas judiciais cabíveis.
É proveitoso ressaltar a urgência de uma atuação psicopedagógica comprometida com a formação qualificada, portanto ao buscarem a formação e até mesmo o aprimoramento profissional façam-no em instituições que tenham respaldo acadêmico competente, que efetivamente tenham competência técnica e acadêmica para subsidiar nossos estudos, primando sempre por estar próximos da pesquisa e da competência acadêmica, não nos contentemos com banalidades virtuais nem com cursos sem vínculo institucional consolidado e prestigiado academicamente que em nada qualificam a atuação do psicopedagogo, pelo contrário deformam e desqualificam nossa categoria.
Enfim, reiteramos os princípios éticos na Psicopedagogia, mantendo nossos propósitos e a fidedignidade, assim convocamos nossos aliados para perseverarmos nesta trajetória de respeito aos nossos associados, aos conselheiros, a diretoria, aos colaboradores e aos psicopedagogos de modo geral.
Somos incansáveis no combate as nulidades e desonras, também perseverantes na preservação de nossa imagem e irrepreensível conduta.
Atenciosamente,
Luciana Barros de Almeida
Presidente do Conselho Nacional, em nome da Diretoria e Conselho Nacional da ABPp.
Associação Brasileira de Psicopedagogia